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Será que é possível desenvolver mais criatividade na comunicação? Expressar-se de forma inovadora?

Olha, pela minha experiência e pelo que tenho aprendido, acho que sim! É bem possível trabalharmos mais criatividade na comunicação.

Para tanto, a gente precisa compreender algumas coisas importantes. Então neste post você vai ler:

  1. O que é criatividade?
  2. Somos todos criativos?
  3. O ambiente que oprime ou estimula
  4. Dando uma cara nova ao velho
  5. Testando sua criatividade
  6. Os 6 passos para uma comunicação criativa

Prepara pois essa leitura vai te instigar a liberar seu cérebro para o flow criativo, rs.

Coloquei até um exercício interessante para você começar a sair da zona de conforto. Então leia até o fim que vale a pena 🙂

O que é criatividade?

Talvez você, assim como eu, já deve ter pensado: eu não sou criativ@.

Quem nunca fundiu a cabeça tentando ter ideias legais? Isso já aconteceu comigo e não foi uma, mas inúmeras vezes.

Seria um dom sobrenatural? Uma habilidade para poucos?

perguntava eu, no auge da frustração por achar que não era criativa.

Já se perguntou de fato o que é criatividade?

Primeiro: trata-se de uma palavra e vários olhares. Das neurociências, ciências sociais, comunicação, psicologia. Li algumas definições e achei uma interessante que diz o seguinte:

Criatividade é a tradução dos talentos humanos inatos a uma realidade exterior que seja nova e útil dentro de um contexto individual, social e cultural. É, portanto, uma habilidade para gerar novidade e, com isso, ideias e soluções úteis para resolver os problemas e os desafios do dia a dia.

Comunicação, Criatividade e Inovação – Senac São Paulo/Profa. Luciana Cotrim

Note que a criatividade tem em sua essência colocar em prática a ideia inovadora.

Ou seja, não seria só imaginar, mas aplicar.

Somos todos criativos?

Hoje, diferentemente do passado, existe uma discussão de que todos nós somos potencialmente criativos. Logo, é possível desenvolver e aperfeiçoar a nossa criatividade.

Para mim, em maior ou menor grau somos todos criativos. A diferença de níveis se dá porque há uma série de variáveis que interfere no processo.

Explicando melhor: primeiro, temos as variáveis intrapessoais, ou seja, de você com você mesmo.

Por exemplo, as nossas emoções. Elas têm uma importância absurda nas nossa criatividade. Se bem administradas, as coisas fluem. Do contrário, bloqueio criativo vira sobrenome.

Eu por exemplo passei por isso várias vezes. Precisava sugerir pautas na reunião com o jornalistas e minha cabeça travava. Fica ansiosa e chateada.

E, quanto mais eu reforçava que eu não tinha ideias, menos ideias de fato eu tinha.

Hoje, graças a um longo processo de autoconhecimento, entendi algumas coisas sobre isso. Outras não. rs. Mas as ideias começaram a emergir com mais facilidade. Ah, a mente humana… vai entender.

Além disso, a nossa história, a nossa bagagem cognitiva, as nossas crenças… a forma de perceber as coisas. Tudo isso é um baita pano de fundo da criatividade – ou de sua ausência.

O ambiente que oprime ou estimula

Além das variáveis intrapessoais, há os aspectos ambientais.

Afinal, temos a nossa singularidade, claro, mas somos constantemente influenciados pelo mundo e seus componentes: pessoas, matérias, partículas e por aí vai.

Quando se fala em criatividade, reforça-se a importância de um ambiente que estimula – e não oprime – a capacidade imaginativa e proativa do indivíduo.

Como bem diz parte desse artigo:

É ainda indispensável um ambiente que
propicie liberdade de escolha e de ação, com reconhecimento
e estimulação do potencial para criar de cada indivíduo.

Contribuições Teóricas Recentes ao Estudo da Criatividade

Então todo o contexto em que se encontra o criador – ou seja – todos nós – precisa ser considerado.

Tudo está em constante relação. Eu vejo a minha relação com o mundo como uma espécie de caldeirão cheio de coisas fervendo. Tudo se movimentando e (re) modelando constantemente.

Dando uma cara nova ao velho

Uma pessoa criativa não só cria algo “novo”, mas rearranja ideias e coisas que já existem, dá uma cara nova ao velho. Aqui, faz jus a Lavoisier e o “nada se cria, tudo se transforma”.

Outra característica de uma pessoa criativa é que ela olha para o que ninguém está olhando. E se eles estão olhando, é ridicularizando ou dando um total de zero importância.

Em outras palavras, é explorar caminhos desconhecidos. Sair da zona de conforto. Desconfortável né? Por isso às vezes a gente não sai do lugar.

Para alguns pesquisadores, a criatividade tem alguns indicadores como “originalidade, a flexibilidade, a solução de problemas e a aceitação de desafios”.

Testando sua criatividade

No livro “Eu tenho uma ideia”, de Roger Von Oech, ele traz um exercício que eu fiz e adorei. Queria que você fizesse também.

1: pense em algum projeto no qual está trabalhando. Ou alguma situação atual da sua vida.

2: escolha uma palavra entre as centenas abaixo.

página-do-livro-eu-tenho-uma-ideia
Página do livro “Eu tenho uma ideia”

3: estimule seu raciocínio. O que essa palavra aleatória tem a ver com seu projeto ou em outra coisa que pensou antes?

Você precisa fazer essa associação!

Vamos lá, não desista na primeira tentativa. Pense. Entre num fluxo sem julgamentos e se jogue na tarefa de dar nexo ao aparentemente desconexo.

Esse é um exercício super importante para desenvolver a criatividade!

6 passos para ter mais criatividade na comunicação

Chegamos à parte final do post: depois de entender brevemente esse recorte que fiz sobre criatividade – pois obviamente há muito mais do que eu trouxe aqui – você deve ter percebido que, para fazer brotar ideias geniais, é preciso sacudir aquele longo pano de fundo.

Quando visitei o Vale do Silício, na Califórnia – EUA, vi com meus próprios olhos o quanto eu estava errada sobre criatividade.

Eu achava que a gente tinha aquele click iluminado, bem definido e transformador.

Mas não, você não vai sentar em uma cadeira no escritório e de repente vai sair o Facebook da sua cabeça, pronto e acabado para mudar completamente a comunicação mundial.

A inspiração, o “click”, é o resultado final de muita leitura, observação e análise. A inspiração é o momento em que o arquivo mental entra em ação e abre-se uma gaveta com uma grande ideia. Para que esta gaveta se abra, o arquivo tem que ser abastecido. (SILVA, 2007)

Comunicação, Criatividade e Inovação – Senac São Paulo/Profa. Luciana Cotrim

Logo, igual à flor que precisa ser regada, o músculo que necessita ser estimulado, o amor que deve ser cultivado, a criatividade tem que ser desenvolvida.

E como montamos um arquivo mental pronto para o click? De que maneira estimulamos nosso potencial criativo? Para assim desenvolvermos uma comunicação nesses moldes? Abaixo, pensei e descrevi alguns possíveis caminhos:

  1. Saia da bolha

Converse com pessoas que não são do seu círculo social. Ouça visões diferentes. Ouse sair da sua bolha. Sei que é difícil, neurocientificamente falando. Queremos conforto. Mas no desconforto é que mora o crescimento.

Pesquise e conheça outras formas de vida, abra sua mente e se atente antes de ridicularizar ou desprezar a ideia de alguém. Todos aprendemos uns com os outros.

Tenha curiosidade, vista a camisa de eterno aprendiz.

2. Pense simples

É difícil fazer isso. O simples não é simples de ser visto.

[…] por mais paradoxal que pareça, a criatividade está relacionada com simplicidade. Nada ou pouco tem a ver com conhecimento e inteligência, com o Quociente de Inteligência ou QI.

Comunicação, Criatividade e Inovação – Senac São Paulo/Profa. Luciana Cotrim

A sua comunicação é reflexo dos seus pensamentos. Na dúvida ou na bagunça mental, comece com o simples.

3. Leia MUITO

Já falei aqui no blog o quanto a leitura favorece a nossa comunicação. É impressionante como esse hábito transforma a nossa visão de mundo.

Leia, leia muito, e também sobre assuntos que não são da sua área.

Quando a gente anda por caminhos interdisciplinares, a nossa mente se enche de novas ideias.

Inclusive esses dias postei um artigo no meus stories no Instagram que diz que ler literatura de outros escritores pode justamente te ajudar a escrever algo original!

4. Se jogue nas suas ideias sem medo de errar

Quando eu ia escrever algum post, eu editava ao mesmo tempo. Mexia no texto, cortando coisas. Eu mal escrevia e já me julgava tipo: “Não.. .nada a ver, vou tirar isso”.

Percebi que, se deixasse minha mente me levar, não sobrava nem texto.

Portanto, não faça isso. Na hora de se comunicar, seja em vídeo, áudio ou texto, bote para fora tudo o que você está pensando. Mesmo que não faça sentido nenhum.

Vomite o que quer falar. Depois é que você volta ao texto e começa a lapidar tudo.

Portanto, não mutile o seu processo criativo. Não tenha medo de errar. O que nos ensinaram sobre o erro estava errado. Errar é PARTE INERENTE ao processo de crescimento na vida.

Essa dica é muito importante para ter mais criatividade na comunicação: não se julgue demais. Não tenha medo de falar suas ideias achando que elas são toscas. Não deixe que te oprimam.

5. Reflita sobre a sua paixão (ou a ausência dela) pelo que você faz

Um dos momentos mais difíceis e em que minha capacidade criativa quase desapareceu foi quando eu estava infeliz no meu trabalho.

Eu tinha um total de zero motivação para trabalhar. E descobri que isso tem tudo a ver com criatividade.

Motivação: motivo para a ação. Se você não o tem….

Hoje, eu respiro o que eu faço. Trabalho muito mais do que antes, mas é algo que é meu DNA praticamente. E nossa, as ideias fluem, borbulham sabe. É interessante isso…

O que quero dizer, então, é que comunicação criativa também tem como cerne a sua alma, o seu manifesto, a sua história, o seu conteúdo. O que quer que você queira chamar. Aquilo que te faz pulsar. Que é SÓ seu.

Ou seja, acho que é interessante haver envolvimento genuíno da sua parte com o seu trabalho. Sei que todas essas questões têm muitas problemáticas e não é tão simples como parece. Mas é legal pensar sobre isso.

6. Encontre o seu jeito de comunicar

Abandonou seu jeito de comunicar no mar de cópias do Instagram? Isso pode acontecer… e tem explicações das neurociências e das ciências sociais para isso.

Claro, inspirar-se nos outros é natural e importante no processo criativo.

Mas, pare um momento e se faça essas perguntas: qual é o jeito que eu gosto de comunicar? Como eu me expresso de forma confortável? Preciso ser espontâneo e extrovertido igual ao outro?

Não. Você tem que encontrar a sua forma de narrar e ir aperfeiçoando.

Ufa. Fico por aqui depois desse textão. Espero que seu cérebro tenha dado um click 🙂

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